Cortiça em destaque na exposição Lucio Costa Arquivo
12 Outubro 2026A cortiça portuguesa está no centro do design expositivo, envolvendo os desenhos originais do Plano Piloto de Brasília, projetado pelo urbanista brasileiro em 1957.
Partindo do acervo pessoal de Lucio Costa, doado pela família à Casa da Arquitectura em 2021, a exposição Lucio Costa Arquivo propõe um percurso penetrante pela vida, o pensamento e o legado do célebre urbanista e arquiteto brasileiro. A exposição, patente na Casa da Arquitectura até 18 de outubro, está integrada nas comemorações dos 200 anos das relações diplomáticas entre Portugal e o Brasil, e apresenta não só o lado público da trajetória de Lucio Costa, mas sobretudo a faceta mais privada da vida do urbanista, considerado um dos “pais” de Brasília.
No centro da exposição está o Plano Piloto de Brasília, desenhado por Lucio Costa em 1957, um plano urbanístico absolutamente inovador, estruturando a nova capital do Brasil em dois eixos. É neste núcleo central, onde se apresentam desenhos originais do Plano, raramente expostos na Europa, que a cortiça surge perfeitamente integrada nas paredes do espaço, ajudando a estabelecer a envolvência e uma ligação simbólica entre a identidade material portuguesa e um dos maiores ícones da arquitetura moderna brasileira. A cortiça transforma-se, assim, num elemento da experiência espacial e sensorial da exposição e, em simultâneo, reforça o diálogo cultural entre Portugal e o Brasil, que atravessa toda a exposição, e a biografia de Lucio Costa, com várias passagens por Portugal. Para Cristina Rios Amorim, Administradora e Chief Sustainability Officer da Corticeira Amorim, esta parceria “nasce de uma clara afinidade de valores e de uma visão comum sobre o papel da cultura, da arquitetura e do conhecimento como forças inspiradoras de progresso e transformação. A Casa da Arquitectura afirma-se como um espaço vivo de memória, pensamento e criação, onde o passado dialoga com o presente e projeta caminhos para o futuro”.
E conclui: “Para a Corticeira Amorim, esta parceria representa muito mais do que um apoio institucional: é um compromisso com o pensamento crítico, com a criação contemporânea e com uma arquitetura que coloca as pessoas, os materiais e a sustentabilidade no centro das decisões. É neste encontro entre cultura, matéria e território que a cortiça ganha uma nova dimensão simbólica — como material de futuro, regenerativo e profundamente ligado à identidade e à paisagem. Acreditamos que investir na cultura e no conhecimento é investir no progresso para todos.”
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