Tão infinita quanto a imaginação

Aplicações

Nenhuma tecnologia consegue imitar as propriedades únicas da cortiça. Todavia, com a ajuda dos recentes avanços em Investigação & Desenvolvimento e Inovação (I&D+i) é possível desfrutar da alta performance técnica desta matéria-prima 100% natural como nunca antes tinha acontecido. Rolhas, revestimentos e pisos de cortiça são ainda os produtos mais representativos da indústria, mas atualmente as capacidades da cortiça são amplamente exploradas por designers, arquitetos e engenheiros dos mais variados setores em todo o mundo.

"É um material natural, com fortes mais-valias aos níveis do tato e do olfato, de grande versatilidade, o que permite que seja facilmente esculpido, cortado, moldado e formado."

Herzog & de Meuron, arquitetos do Serpentine Gallery Pavilion

Na verdade, cortiça tem granjeado um poder de atração notório. Veja-se o exemplo do Serpentine Gallery Pavilion, projeto dos arquitetos Herzog & de Meuron e do artista chinês Ai Weiwei que surpreendeu Londres pela criatividade, pela originalidade e pelo facto de terem usado uma matéria-prima tão «interessante e misteriosa, que poucas pessoas sabem realmente o que é», como refere Jacques Herzog. Olhe-se para o impacto arrebatador do Pavilhão de Portugal na Expo Xangai, estrutura toda construída em cortiça que seduziu milhares de visitantes. Atente-se para a Sagrada Família, obra sempre inacabada sediada em Barcelona que tem piso de cortiça. Lembrem-se projetos no Victoria & Albert (V&A) Museum (Inglaterra), no Museu Leonardo da Vinci (Itália), no Museu Nezu (Japão), no Musée Contemporain de Bordeaux (França), no Vitra Design Museum (Alemanha), na Tate Modern (Inglaterra), na Istanbul Design Biennial (Turquia), no Museu de História Natural de Tel Aviv (Israel), na Venice Art Biennale (Itália) ou o Terminal de Cruzeiros do Porto de Lisboa (Portugal).

De facto, a possibilidade de combinar a cortiça com outros materiais torna-a numa opção diferenciadora. Contribuindo paralelamente para que assuma uma importância crescente, não só na arquitetura e construção, mas também em áreas como o design. O atual desafio de trazer a cortiça para o primeiro plano da vida moderna tem envolvido grandes nomes, como Jasper Morrison, Inga Sempé, Ronan & Erwan Bouroullec. Uma preferência alargada a prestigiadas marcas de design contemporâneo, como a Vitra ou a Established & Sons. Já na moda, Yves Saint Laurent, Prada, Stella McCartney, Dior, Manolo Blahnik, Costume National, Dolce & Gabbana e Gucci orgulham-se igualmente de integrá-la nas suas coleções de joalharia, vestuário e calçado.

"A cortiça é um material que é certamente digno de atenção no design. O seu apelo reside na conjugação do encanto de um mundo mais antigo com as capacidades técnicas de um mundo novo."

Jasper Morriso

De mãos dadas com a tecnologia de última geração

Conjugada com a tecnologia mais vanguardista, a cortiça aumenta a performance dos produtos, o conforto e o prestígio.

Seja em automóveis, nos comboios de alta velocidade, em navios de grande porte, em aviões de última geração ou em componentes para interiores de autocarros. A cortiça desempenha igualmente um papel relevante na construção de pontes e autoestradas, nos caminhos-de-ferro, nas barragens e nos aeroportos, e na geração de energia. Também tem importância basilar no controlo da poluição, seja integrada em produtos absorventes de óleos, hidrocarbonetos ou solventes orgânicos, seja projetada em grânulos por ar comprimido para renovar edifícios, monumentos e fachadas de prédios.

No mundo desportivo, a cortiça maximiza o desempenho de bolas de hóquei, de golfe e de basebol, bases de volantes de badminton, raquetes de ténis de mesa, alvos para dardos, caiaques olímpicos e pranchas de surf. Fruto da investigação, surgem todos os dias novas e surpreendentes utilizações: tecido de cortiça, papel de cortiça e fio de cortiça são já uma realidade. Hoje existem também estádios de futebol com relvados que incorporam substrato de cortiça. Uma solução que reduz em 40% as possibilidades de lesão dos jogadores de futebol. O granulado de cortiça expandida usado na base do relvado confere-lhe, então, uma maior absorção ao choque, minimizando o contacto do jogador com o solo.

É o início de uma nova era de descobertas, de um horizonte ainda mais glorioso para a cortiça e as suas potencialidades, tão infinitas quanto o Espaço.

Quanto à esfera da saúde, a cortiça é usada em adjuvantes de vacinas e, brevemente, será incluída, em forma de pó, em produtos cosméticos graças às suas características hipoalergénicas. A cortiça, pela sua supracitada capacidade de resistência ao choque, está a ser testada também em equipamentos à prova de bala. Já no cinema, e levando em linha de conta a sua leveza, finos grãos de cortiça são usados nos efeitos especiais das explosões.

Mas não é só em terra que a cortiça ganha notoriedade. Há décadas que a NASA e a ESA - Agência Espacial Europeia a escolhem para proteger os escudos térmicos e placas de revestimento das naves espaciais, conferindo à cortiça um papel relevante no sucesso do lançamento e na operação bem-sucedida destes veículos. Aliás, a cortiça é o único material orgânico presente na cápsula de um foguetão pois somente a cortiça consegue sair da atmosfera e regressar preservando as suas características intactas.

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