Pavilhão de Portugal acolhe a maior instalação efémera de cortiça alguma vez feita no mundo
06 Julho 2017Mega instalação de cortiça, um projeto liderado pelo conceituado arquiteto Manuel Aires Mateus, acontece no âmbito da 3.ª edição do Archi Summit e estará patente apenas durante dois dias - 6 e 7 de julh
A partir de hoje e durante dois dias, o Archi Summit 2017 não será “apenas” o palco do único encontro de arquitetos, engenheiros e designers realizado em Portugal. Será, também, o mote para a maior exposição efémera de cortiça alguma vez feita no mundo, um projeto que envolve cerca de 5 mil blocos de aglomerado de cortiça expandida, um material 100% natural disponibilizado pela Amorim Isolamentos.
Para que tudo ganhasse forma, o gabinete de Manuel Aires Mateus, autor do projeto, bem como os SAMI de Setúbal, co-autores da obra, traçaram um objetivo ambicioso: cobrir 2 mil metros quadrados, precisamente a totalidade da área exterior do Pavilhão de Portugal, com cortiça. Esta área corresponde à conhecida “pala” do Pavilhão de Portugal, uma obra projetada pelo galardoado Álvaro Siza Vieira para a Expo 98.
Manuel Aires Mateus, líder do projeto, destaca que “A cortiça é um material que traz inúmeras vantagens, dado que permite responder a um conjunto de solicitações ao mesmo tempo. É facilmente montável, leve e cria total independência da estrutura que acolhe o projeto.” O autor salienta ainda “Tendo em conta as especificidade do projeto, consideramos que tinha que ser implementada uma sugestão ligeira e efémera. O apoio da Amorim Isolamentos foi importante. É um parceiro com o qual temos contado para este tipo de projetos.“
Inês Vieira da Silva, Arquiteta do estúdio SAMI e co-autora do projeto, afirma “É a primeira vez que trabalhámos com cortiça e foi uma surpresa, nomeadamente o método como o aglomerado de cortiça é produzido, porque é muito natural, não é agressivo para com o ambiente e a utilização dos blocos permitiu criar um espaço adequado ao programa. A aplicação de cortiça foi essencial no método construtivo, permitindo ganhar espessura e peso, sendo simultaneamente estrutura e acabamento, dando um carácter permanente a uma estrutura efémera.“
No total, a intervenção ultrapassa os 760 metros cúbicos de cortiça, o que a torna a maior de sempre feita à escala mundial. O material selecionado para este projeto – a cortiça – reforça a portugalidade do mesmo, que tem uma organização 100% portuguesa (embora acolha visitantes de várias nacionalidades) e decorre num edifício projetado por um dos maiores arquitetos nacionais.
O fornecimento do aglomerado de cortiça expandida foi assegurado Amorim Isolamentos, da Corticeira Amorim. Para este efeito, empresa preparou uma mega-operação logística para viabilizar a preparação e a entrega do material, de acordo com os requisitos da equipa de arquitetos, liderada por Manuel Aires Mateus.
Toda esta dinâmica partiu da organização do Archi Summit 2017 – o único summit de arquitetura em Portugal – e é processada sob a sua alçada. O evento inicia a sua 3.ª edição e decorre no Pavilhão de Portugal a 6 e 7 de julho, marcando o regresso de Álvaro Siza Vieira às conferências, bem como a visita de grandes nomes da arquitetura mundial como, por exemplo, Valério Olgiati.