Alguns dos melhores jogadores do mundo previnem lesões e recuperam nos centros de reabilitação de alto nível Isokinetic.Tal como eles, a cortiça revela uma extrema resiliência. Mas há mais razões que levam à escolha deste material para o novíssimo centro Isokinetic em Milão: nomeadamente, a resistência ao fogo (o centro situa-se num edifício alto do centro da cidade), a capacidade de absorção do impacto e, claro, a sustentabilidade. O centro Isokinetic de Milão é novo, mas a história da empresa remonta a 1987, ano em que o Dr. Stefano Della Villa, fundador da rede, abre o primeiro centro de reabilitação para desportistas na cidade de Bolonha. Formado nos Estados Unidos, Della Villa tinha contactado com a isocinética - metodologia de reabilitação baseada em movimentos musculares de velocidade constante, independentemente da força aplicada – e, ao regressar à Europa, constata que o velho continente estava a anos-luz do que se fazia lá fora. É então que decide adquirir a tecnologia norte-americana e inaugura o primeiro centro, partindo do zero, em parceria com o irmão Giacomo, o arquiteto responsável pelos projetos. Com 11 centros de reabilitação certificados FIFA, a maioria em Itália, além de unidades em Londres e na Grécia, Isokinetic conta com um centro de pesquisa de referência, que reforça o seu compromisso com a ciência do movimento. Como explica Giacomo Della Villa “A missão é clara: ajudar os atletas a prevenir lesões sérias, tanto nos treinos quanto nas competições”.
Conforto e segurança
No novo centro de Milão, a seleção do tipo de pavimento revelou-se crucial. A escolha foi feita com extrema atenção: “A principal razão foi a naturalidade do material - é antialérgico, fácil de limpar e sustentável. Em segundo lugar, queríamos oferecer conforto aos nossos clientes, algo que se aproxima da sensação de estar em casa. Não queríamos usar revestimentos comuns em grandes superfícies comerciais, mas sim um piso que transmitisse acolhimento. Este pavimentom é agradável ao toque, macio mesmo com sapatilhas ou pés descalços, e isso é algo que se sente de imediato.” Meses depois da abertura, a experiência dos utilizadores não deixa dúvidas. Foi a escolha certa: “Sentem o conforto, a qualidade dos materiais, e percebem que tudo foi pensado com atenção ao detalhe. Acreditamos que o pavimento tem um impacto direto na experiência de reabilitação, promovendo bem-estar, segurança e uma sensação de acolhimento que é fundamental para o sucesso do tratamento”, afirma Della Villa.
Impacto positivo
Uma das características do novo centro é a união entre sustentabi lidade e inovação – um ponto em comum com a cortiça. No Green Room, simulam-se treinos em relva artificial. A partir de 2026, a FIFA irá impor restrições à utilização de PVC nos relvados, e na Isokinetic já pensam na solução “estamos a fazer testes para garantir que a solução ofereça o melhor desempenho possível. Se os resultados forem positivos, a cortiça será também aplicada no Green Room.” Neste percurso de sustentabilidade, a cortiça “tem um futuro promissor. Para um arquiteto como eu, ela pode ir até onde a criatividade levar. Mas é importante que o projetista se apaixone pelo material - quanto mais o conhece, melhor sabe utilizá-lo. A cortiça tem potencial não só como pavimento, mas também em outras aplicações arquitetónicas e decorativas.”