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"Green Cork" mobiliza Portugal para a reciclagem de rolhas de cortiça

Sustentabilidade 4/2008

Criado em 2008, o Green Cork é um programa de reciclagem que visa, por um lado,  reciclar e transformar rolhas de cortiça noutros produtos e, por outro, financiar a plantação de árvores autóctones portuguesas, nomeadamente o sobreiro. Em parceria com a Quercus e outros parceiros, a iniciativa conseguiu, até finais de 2011 recolher e reciclar 85 toneladas de rolhas.

Até Fevereiro de 2012 apoiou a plantação, em vários pontos do país, de 41 563. Até Março de 2010 as árvores foram plantadas ao abrigo do programa "Criar Bosques, Conservar a Biodiversidade", a partir dessa data as acções de reflorestação decorreram sob o programa "Bosques do Centenário", sendo actualmente asseguradas no âmbito do projecto "Floresta Comum". Este último conta com o apoio de diversas instituições, algumas delas locais, o que possibilita, por um lado, uma maior plantação de árvores e, por outro, a sua correcta preservação.  

 

 

 

 

 

 

1. Desafio

O projecto "Green Cork" foi criado com o objectivo de responder aos seguintes desafios:

  • Promover uma nova prática de reciclagem em Portugal - reciclagem de rolhas de cortiça - atingindo em 4 anos 30% de taxa de reciclagem;
  • Aumentar o período de fixação de CO2 associado à rolha de cortiça;
  • Sensibilizar a opinião pública para as vantagens ambientais dos produtos de cortiça enquanto suporte de um ecossistema com características únicas;
  • Plantar árvores que integram a floresta autóctone portuguesa, como o sobreiro, contribuindo para a valorização de um dos ecossistemas mais ricos em biodiversidade do continente europeu.  

 

2. Contexto

A Empresa

A CORTICEIRA AMORIM é a maior empresa transformadora de produtos de cortiça do mundo, com um volume de negócios mundial de 495 milhões de euros. A CORTICEIRA AMORIM e as suas subsidiárias promovem entusiasticamente a conservação e preservação de milhões de sobreiros ao longo da bacia do Mediterrâneo, floresta que tem um papel fundamental na fixação de dióxido de carbono (CO2), preservação da biodiversidade e combate à desertificação. 

Da reciclagem de rolhas à plantação de árvores

A rolha de cortiça assegura a manutenção do montado de sobro, um ecossistema que só em Portugal absorve cerca de 4,8 milhões de toneladas de CO2 por ano, cerca de 5% das emissões de Portugal. No mercado português entram, por ano, e em média, 300 milhões de rolhas de cortiça, responsáveis pela fixação de 3000 toneladas de CO2. A rolha de cortiça, ao ser reciclada, não emite o CO2 que tem presente na sua constituição, o que não acontece se for decomposta ou incinerada.  

 

3. Abordagem

O projecto Green Cork teve início em 2008, com o objectivo de reciclar e transformar a rolha de cortiça usada noutros produtos para, dessa forma, assegurar o financiamento para o programa "Criar Bosques, Conservar a Biodiversidade". Esta iniciativa visa promover a plantação de árvores que integram a floresta autóctone portuguesa, nomeadamente o sobreiro. O Green Cork foi o primeiro programa de reciclagem a financiar iniciativas de recuperação e conservação da natureza. O programa tem como objectivos a promoção de uma nova prática de reciclagem em Portugal, tendo como meta a quatro anos atingir os 30 por cento da taxa de reciclagem nas rolhas de cortiça. Pretende ainda prolongar a fixação de CO2 associada à rolha de cortiça. 

 

4. Resultados

Entre 2009 e 2011 foram recolhidas e recicladas  na CORTICEIRA AMORIM 85 toneladas de rolhas. Até Fevereiro de 2012 o Green Cork apoiou a plantação de 41 563 árvores em vários pontos do país.

 

GREEN CORK nas escolas 

O Green Cork faz parte do programa extracurricular das escolas. Conta, no ano letivo 2011/2012, com 108 escolas inscritas, num total de 23 594 alunos directamente envolvidos. 

Em parceria com o Continente, está a decorrer o concurso "Rolhas que dão folhas", iniciativa que conta com 887 escolas inscritas, e com a participação de mais de 300 000 alunos. Os prémios Continente deste concurso serão dados em numerário, mas à sua atribuição as escolas terão de responder com a apresentação de um projecto de investimento no valor do prémio atribuído, sendo para o efeito assinado um contrato entre a escola e Continente.