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A cortiça em primeiro plano na vida moderna

Quando Jordi Bonet i Armengol sugeriu usar cortiça no pavimento na Sagrada Família, em Barcelona, responderam-lhe: «Só serve para vedar garrafas!» No entanto, o arquiteto responsável por continuar a icónica obra de Antoni Gaudí há muito que sentia o conforto da cortiça no seu próprio estúdio e não se demoveu. Encorajado pelas propriedades térmicas e acústicas da cortiça – de importância extrema para aquela obra – e pela expectativa de durabilidade e resiliência, ainda lhe acrescentou mais um argumento: o de ser um produto natural, em perfeita harmonia com a filosofia de Gaudí.

"Trabalhar com o museu Victoria & Albert e com o estúdio FAT resultou no melhor piso de cortiça que alguma vez vi."
Ben Evans, Diretor do London Design Festival

"Tem sido uma experiência fascinante entrar, pela mão da Corticeira Amorim, no universo da cortiça. A cortiça natural é um verdadeiro material do século XXI, que nos possibilitou uma nova abordagem no nosso método de trabalho. O próprio design do projeto
evidencia as fortes qualidades visuais, acústicas e táteis do material."

Sean Griffith, arquiteto do estúdio de arquitetura FAT

Como aconteceu na Sagrada Família, o mito de que a cortiça «só serve para fazer rolhas» tem sido contrariado pelo excelente desempenho dos produtos da Corticeira Amorim em projetos de grande destaque da arquitetura internacional. Entre os mais mediáticos estão, por exemplo, os pavilhões de Portugal da Expo Hanôver 2000, dos arquitetos Souto Moura e Siza Vieira, galardoados com Pritzker Prize, e da Expo Xangai 2010, do arquiteto Carlos Couto, distinguido com o prémio de Design pelo Bureau International des Exhibitions.

Em 2012, a equipa também laureada com o Pritzker da arquitetura Herzog & de Meuron, em conjunto com o artista plástico chinês Ai Weiwei, selecionou a cortiça para a elaboração do Serpentine Gallery Pavilion, em Londres. Em todos os casos, a cortiça fascina os visitantes, pois é uma matéria-prima tão «interessante e misteriosa (…) com fortes mais-valias aos níveis do tato e do olfato», como refere Jacques Herzog.

Entre inúmeras referências de utilização das soluções da Corticeira Amorim em projetos de arquitetura encontram-se alguns dos mais conceituados espaços culturais do mundo, como o Museu Nezu, o Museu Gotoh, o Sanda Concert Hall e o Arie Korejiyo Hall, todos no Japão; o Museu Leonardo Da Vinci, em Milão, a Biblioteca Municipal Lope de Vega, em Madrid, e o colégio Pedro Arrupe, em Lisboa.

Ainda que a cortiça seja cada vez menos exclusiva das rolhas, a sua ligação histórica ao vinho é inegável. Não é de estranhar, portanto, que importantes caves e adegas a escolham como solução de isolamento ou estética. Em Portugal, são referências dessa opção a Quinta do Portal, Prémio de Arquitetura do Douro 2010/2011, e a LogoAdega, no Alentejo. No primeiro exemplo, o projeto é do arquiteto Álvaro Siza Vieira, que usou a cortiça como revestimento exterior para integrar o edifício na paisagem (um critério que viria a renovar no já referido Pavilhão de Portugal). No caso da LogoAdega, um projeto da equipa PMC Arquitetos, a opção pelos materiais da Corticeira Amorim é também um elemento estruturante da estética exterior do edifício. E assume tal vislumbre que o projeto foi nomeado para o prémio Building of the year 2011.

A arquitetura e a cortiça têm afinidades que remontam ao aparecimento do conceito de arquitetura orgânica. A maior referência nesta área, Frank Lloyd Wright, usou-a na sua obra-prima Fallingwater, no final dos anos 1930. O mais famoso arquiteto dos EUA era um entusiasta da cortiça e escolheu-a para revestir os pisos de alguns dos compartimentos do seu projeto mais reconhecido. A cortiça não só tornava as divisões da casa mais acolhedoras como também contribuía para a harmonia com a natureza – e este era um requisito superior da original construção edificada sobre uma cascata, em plena Reserva Natural de Bear Run (Pensilvânia). Fallingwater, considerada uma das casas mais famosas do mundo, é hoje um museu que, desde a sua abertura ao público em 1964, já recebeu mais de 4,5 milhões de visitantes.

A escolha do design mundial

A cortiça adapta-se na perfeição às tendências atuais de design e combina bem com outros materiais. Expoente máximo dessa versatilidade nesta área é a coleção MATERIA – Cork by Amorim, lançada pela Corticeira Amorim, com curadoria da ExperimentaDesign. Uma coleção ímpar e diferenciadora que resulta da criatividade de reputados designers nacionais e internacionais – como Miguel Vieira Baptista, Raw Edges, Pedrita, Nendo, Fernando Brízio, Inga Sempé, entre outros – e das mais avançadas tecnologias de produção. O resultado é um conjunto de peças de cortiça de uso quotidiano, de design vincadamente de autor, surpreendentes e de fácil integração em ambientes contemporâneos.

A utilização da cortiça em espaços interiores é uma tendência mundial, abraçada já pela criatividade de alguns dos mais conceituados artistas. Jasper Morrison, James Irvine e Daniel Michalik são alguns dos designers internacionais que encontram na cortiça um material de eleição para as suas criações de mobiliário.

Mesmo reputadas organizações com enfoque em materiais modernos e diferenciadores procuram na cortiça as soluções para o design mais inovador. É o caso da empresa londrina Established & Sons que, em conjunto com a Corticeira Amorim, testa frequentemente a aplicação de cortiça nas suas peças. Também espelho do interesse nesta matéria é a Vitra, que há muito integra a cortiça nas suas coleções. Recentemente, esta conceituada marca de mobiliário contemporâneo chegou mesmo a transformar o espaço exterior de uma das suas lojas em Nova Iorque numa paisagem de verão, tendo a cortiça como produto base em cadeiras, bancos e outros objetos. Uma das mais recentes revelações da coleção Vitra é a Cork Table, dos irmãos Ronan e Erwan Bouroullec. Trata-se de uma estrutura modular totalmente em cortiça, pensada para um escritório em sistema de open space, que beneficia das características intrínsecas da matéria-prima para aumentar o conforto das áreas de trabalho.

O apelo da cortiça é forte e cativante, como se entende também pelo êxito do concurso «The Future of Cork Aplications», iniciativa do Domaine de Boisbuchet, em conjunto com o Vitra Design Museum, realizada em parceria com a Corticeira Amorim. Daqui resultaram 367 propostas de artistas, consagrados e emergentes, de 39 países, revelando novas perceções para a aplicação desta matéria-prima. Sob o desafio da cortiça enquanto material de futuro, a Corticeira Amorim tem trabalhado com os mais importantes centros de design e arquitetura a nível mundial. Além da Vitra, são exemplos o Centre Georges Pompidou e o Royal College of Art, entre outras entidades.